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sexta-feira, 17 de maio de 2013

SEGURANÇA VIRTUAL: MIKKO HYPPONEN

Segurança virtual: conversamos com um dos maiores especialistas no assunto

Olhe bem para o rosto que protagoniza a fotografia ao lado. É bastante provável que você não o conheça, mas Mikko Hypponen – diretor-executivo da F-Secure, aclamada companhia do ramo de segurança computacional – é considerado um dos maiores especialistas em segurança e defesa digital de toda a história da informática.
Entre os grandes feitos de Hypponen ao longo de seus mais de 20 anos de carreira, podemos citar sua participação nos maiores combates cibernéticos ao redor do mundo, tendo atuado ao lado de forças policiais dos EUA, Europa e Ásia auxiliando na resolução de crimes virtuais. Além disso, o executivo finlandês teve um papel crucial na descoberta de informações sigilosas a respeito do temível Stuxnet, assim como a descoberta do malware Sasser (um dos primeiros a conseguir infectar um PC sem que o usuário necessariamente execute um arquivo).
Mais do que ter sido premiado como uma das 50 pessoas mais influentes na web pela PC World e ter figurado no Top 100 Pensadores Globais na revista Foreign Policy, Mikko também já recebeu diversas premiações na área de informática e é orador de eventos mundiais de renome, como a Conferência Internacional sobre Conflito Cibernético, organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Em uma rápida passagem pelo Brasil – mais especificamente pela cidade de São Paulo –, Mikko Hypponen reservou uma parcela de sua agenda para falar com exclusividade com alguns representantes da mídia brasileira especializada em tecnologia e internet.
Conversando com o TecMundo, o executivo comentou sobre os mais recentes relatórios da F-Secure no que diz respeito a ameaças digitais e palestrou detalhadamente sobre as principais mudanças nos crimes virtuais que ocorreram nos últimos anos.

Segurança virtual: conversamos com um dos maiores especialistas no assunto 
Atual logotipo da F-Secure (Fonte da imagem: Divulgação/F-Secure)

A evolução dos perigos digitais

De acordo com o especialista, se olharmos o cenário de cibercrimes de dez anos atrás, encontraríamos “amadores” distribuindo malwares por métodos que atualmente seriam considerados um tanto antiquados e ineficazes. “Alguém se lembra disto?”, questiona o executivo, exibindo um disquete de 1,44 MB.
Hoje, os inimigos mudaram bastante – não lidamos mais com programadores amadores. Conforme Hypponen, os três pilares que centralizam as ameaças cibernéticas são os grupos criminosos organizados, os webativistas e os governos de várias nações ao redor do globo.
O primeiro grupo – e também o maior deles – age exclusivamente por dinheiro. Mikko explica que atualmente as maiores ameaças utilizadas por “crackers profissionais” são os banking trojans, os keyloggers e outros malwares “discretos” – que são mais difíceis de detectar e eliminar.

Segurança virtual: conversamos com um dos maiores especialistas no assunto
Os banking trojans, por exemplo, instalam-se em um PC através de backdoors – falhas de segurança existentes em softwares e sistemas operacionais que podem ser encontrados principalmente caso o usuário não esteja utilizando a última versão de um programa qualquer (navegadores, plugins e relacionados). Após se instalar na máquina, esse malware permanece inativo até que você acesse a página de seu banco para pagar uma conta, por exemplo.
Nesta ocasião, o banking trojan não vai capturar seus dados sigilosos, mas sim modificar suas ações para o benefício do cracker que o criou – enquanto você acha que está pagando sua conta de luz de R$ 100, você está na verdade transferindo R$ 1.000 para o cibercriminoso.
Mikko afirma que ao menos 460 milhões de dólares – ou quase 1 bilhão de reais – foram desviados de contas brasileiras através de banking trojans ou com uso de dados capturados através de keyloggers durante todo o ano de 2011.

Segurança virtual: conversamos com um dos maiores especialistas no assunto 

Qualquer um pode se tornar um cracker

Usar meios ilícitos no mundo virtual para obter lucros próprios é algo muito fácil hoje em dia. Com um pouco de pesquisa na Deep Web, por exemplo, é possível adquirir um pacote completo contendo o Zeus (uma espécie de kit de desenvolvimento de vírus personalizados) e um detalhado manual de instruções – acredite, o documento conta até mesmo com uma seção de dúvidas mais frequentes. Não é preciso nem mesmo dominar programação.
Da mesma forma, é muito simples se passar por um website famoso utilizando uma página falsa feita em HTML ou PHP. Todos nós cometemos erros ortográficos na hora de digitar uma URL – e um internauta menos atento, ao acessar www.faceebok.com, por exemplo, pode ser redirecionado para um site falso que o convencerá a instalar algum complemento malicioso em seu computador. Essa prática é conhecida como cross-site.

Segurança virtual: conversamos com um dos maiores especialistas no assunto
Para fins ilustrativos, Hypponen mostra que são necessárias menos do que dez linhas de código em Javascript para criar um programa que se infiltrará no navegador de uma vítima, configurará seu modem DSL e criará uma backdoor em sua conexão com a internet. Através desse canal criado artificialmente, o atacante pode muito bem retirar ou implantar pacotes de dados na máquina-alvo sem que o utilizador se dê conta de que algo está errado.
Crackers utilizaram o ataque exemplificado acima para conseguir infectar uma gigante base de usuários dos mais diversos provedores brasileiros no ano passado, de acordo com os estudos da F-Secure.
Ainda assim, vale observar que, felizmente, a situação em território brasileiro não é das mais graves. Em uma pesquisa sobre os domínios mais perigosos e que mais concentraram páginas fraudulentas durante o ano passado, o .com – mais usado nos Estados Unidos – permanece no topo da lista com 44,5% de sites ameaçadores. Já o .br concentra apenas 1,18% e fica em décimo lugar no ranking divulgado.

Segurança virtual: conversamos com um dos maiores especialistas no assunto

Guerras e espionagem no ciberespaço

Mas nem todos os cibercrimes são necessariamente efetuados por equipes criminosas. Muitos deles são frutos de grupos hackers ativistas (como o Anonymous ou o parcialmente extinto LulzSec).
Além disso, muitos vírus e spywares estão sendo cada vez mais utilizados por instituições governamentais para espionar e obter informações sigilosas a respeito de tecnologias bélicas de outros países – e isso não ocorre somente em tempos de guerra.
Muitos dos pacotes utilizados para fins militares também se aproveitam de backdoors, e comumente são enviados através de documentos aparentemente inofensivos anexados em emails falsos – afinal, quem diria que aquele relatório em PDF ou screenshot em PNG estaria escondendo um espião que vai registrar absolutamente tudo o que você faz em seu PC?
Quando perguntamos sobre o nível de segurança dos sistemas públicos brasileiros em caso de uma eventual ciberguerra e sobre a qualificação do CDCiber para proteger o país contra possíveis ciberataques, Hypponen foi categórico: “Eu não faço ideia. Táticas militares cibernéticas, diferente de armas nucleares, permanecem escondidas pelas organizações até que seja preciso utilizá-las.” Contudo, o executivo acredita que esse cenário possa mudar em “uns dez anos”, quando as tecnologias para embates tecnológicos serão divulgadas de uma forma mais acessível ao público.

Segurança virtual: conversamos com um dos maiores especialistas no assunto

Seu maior inimigo está no seu bolso

Não é apenas com os computadores que você deve permanecer atento. O último relatório semestral da F-Secure – referente ao período que corresponde aos meses de julho e dezembro de 2012 – aponta que 79% das ameaças para dispositivos móveis encontradas foram desenvolvidas com foco no sistema operacional Android, o que pode ser um pouco preocupante para donos de smartphones equipados com o SO. São mais de 301 novas famílias de malwares, que em grande parte são trojans ou ferramentas de monitoração (como keyloggers).
Com o declínio da popularidade do Symbian, o sistema representou somente 4% das ameaças encontradas – uma grande queda principalmente se considerarmos os 29% registrados em 2011. Windows Phone, iOS e BlackBerry não apresentaram dados significativos.
Ao ser questionado sobre como as pessoas devem agir para se manterem livres desse tipo de ameaça, Hypponen declara que é de suma importância "não instalar apps de onde você não conhece". O executivo explica que um dos principais problemas do sistema operacional Android é justamente ser aberto demais e possibilitar a aquisição de programa por métodos alternativos a Google Play. “Na China, por exemplo, as pessoas não possuem a loja oficial da Google. Elas precisam baixar os aplicativos de algum lugar, e então os malwares atacam”, finaliza.

Segurança virtual: conversamos com um dos maiores especialistas no assunto 
Android concentra 79% das ameaças para dispositivos móveis (Fonte da imagem: Reprodução/Guia do PC)

E o que vem a seguir?

E os celulares são apenas o começo: Hypponen revela que foram encontrados malwares e botnets – especialmente aqueles criados para a prática conhecida como BitCoin Mining, ou “Mineração de BitCoins” – até mesmo em Smart TVs. O diretor-executivo da F-Secure acredita que o principal problema é a despreocupação dos próprios internautas com sua segurança na rede. “São como as pessoas que só adquirem o seguro quando a casa pega fogo”, explica.
Logo, é essencial começar desde já a proteger seus dispositivos utilizando todos os meios que forem necessários. Assegure-se de ter sempre um antivírus instalado em suas máquinas – tanto PCs quanto celulares e tablets –, mantenha suas senhas em locais seguros (como o KeePass) e tenha o máximo de cautela enquanto navega por sites desconhecidos e suspeitos.
Sean Sullivan, consultor de segurança da F-Secure, acredita que o número de trojans para smartphones cairá com o lançamento do Android 4.2 JellyBean, que possui sistemas de segurança mais bem elaborados. Ainda assim, é bom não marcar bobeira e ficar atento a seus dados preciosos.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

AS DEZ AMEAÇAS VIRTUAIS MAIS PROPAGADAS EM ABRIL/13

 

A fornecedora de soluções de segurança ESET acaba de divulgar um ranking com as dez ameaças virtuais mais propagadas no último mês de abril, elaborado com auxilio da ferramenta de análises estatísticas ThreatSense.Net, utilizada nas soluções fornecidas pela companhia.
No período, as três ameaças mais detectadas foram o INF/Autorun, o HTML/ScrInject.B e o Win32/Sality.
Segundo o sistema de estatística ThreatSense.Net, as dez principais ameaças à segurança da informação detectadas durante abril de 2013 foram:



1. INF/Autorun
Porcentagem total de detecções: 2.98%
Arquivo malicioso utilizado para executar e propor ações automaticamente, quando uma mídia externa, como um CD, DVD ou dispositivo USB, é usado no computador.

2. HTML/ScrInject.B
Porcentagem total de detecções: 2.29%
Infecção de páginas HTML que contêm scripts escondidos ou tags Iframe maliciosas, que redirecionam o usuário para o download do malware.

3. Win32/Sality
Porcentagem total de detecções: 1.82%
O Sality é um vírus polimórfico. Quando executado, inicia um serviço e cria ou elimina registros relacionados com as atividades de segurança no sistema. Modifica os arquivos .exe e .scr, além de desativar os serviços e processos referentes às soluções de segurança.

4. Win32/Dorkbot
Porcentagem total de detecções: 1.62%
Worm propagado por meio de mídias removíveis e que contém um backdoor, que permite o controle remoto. Seu objetivo é obter senhas de acesso dos usuários quando utilizam determinados sites.

5. HTML/Iframe.B
Porcentagem total de detecções: 1.48%
Iframe malicioso encontrado em páginas HTML e que são redireciona o usuário para uma URL específica com conteúdo malicioso.

6. Win32/Bundpil
Porcentagem total de detecções: 1.48%
Ele é um worm que se espalha por meio de mídias removíveis.

7. Win32/Ramnit
Porcentagem total de detecções: 1.46%
Trata-se de um vírus que se executa ao iniciar o sistema. Infecta arquivos .dll e .exe. Também busca arquivos htm e html para escrever instruções maliciosas neles. Ele pode ser controlado remotamente para tirar screenshots, enviar informações de maneira disfarçada, baixar ou executar arquivos e desligar ou reiniciar o computador.

8. HTML/Phishing.LinkedIn.A
Porcentagem total de detecções: 1.34%
É um trojan que redireciona o navegador para uma URL específica com o programa malicioso.

9. Win32/Conficker
Porcentagem total de detecções: 1.25%
É um worm de rede que aproveita diferentes vulnerabilidades do sistema operacional Windows, além de outros meios, como dispositivos de armazenamento removível e recursos compartilhados de rede. Quando infecta a máquina, ele permite que o cibercriminoso controle o computador do usuário de forma remota e realize ações maliciosas, sem a necessidade do uso de senhas de acesso.

 10. JS/TrojanDownloader.Iframe.NKE
Porcentagem total de detecções: 0.97%
É um trojan que redireciona o navegador para uma URL específica com código malicioso. Geralmente, é encontrado em páginas HTML

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside/seguranca/13/05/2013/eset-divulga-as-dez-ameacas-virtuais-mais-propagadas-em-abril/
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quarta-feira, 15 de maio de 2013

5 MITOS SOBRE SEGURANÇA VIRTUAL

Será que estamos nos dando conta dos perigos que nos cercam na internet? Ou será que termos como phishing, spam e hackers são só palavras que ainda não entendemos e que simplesmente esperamos que nada disso aconteça conosco?
Uma pesquisa internacional recente indicou que seis em cada dez internautas utiliza a mesma senha para vários serviços online. Outra pesquisa no Brasil mostrou que uma das senhas mais comuns em serviços de e-mail é "123456".
Situações como essa mostram que a maioria das pessoas ainda está longe de conhecer os riscos de navegar pela rede.
Na relação abaixo, Alan Woodward, professor de informática da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, analisa alguns dos mitos sobre como permanecer seguro na internet.

Mito 1 – Você somente infectará seu equipamento se descarregar ativamente um software

Provavelmente o mais comum dos mitos sobre segurança on-line é de que o computador não pode ser infectado somente por visitar um site na web que contenha um código malicioso.
Assim como muitos mitos, esse tem um pouco de verdade. Porém é possível que você não reconheça o instante em que está dando sua permissão para descarregar o vírus.
E com frequência, os hackers se aproveitam do fato de que os equipamentos podem estar configurados para dar permissão de forma predeterminada para certos tipos de download.
Isso deu origem ao fenômeno dos "downloads não desejados".
Esses downloads podem acontecer de várias maneiras, enquanto os piratas informáticos desenvolvem novos métodos o tempo todo.
É possível que a técnica mais insidiosa se aproveite do que se conhece como "IFrames". A intenção dos IFrames era permitir que as páginas da web tivessem uma mistura de conteúdo variável e estático ao serem construídas, para usar os recursos informáticos de maneira mais eficiente.

Para especialista, "as coisas nem sempre são o que parecem na internet" (Foto: Getty Images) 

Para especialista, "as coisas nem sempre são o que parecem na internet" (Foto: Getty Images)

Apresentados pela primeira vez em 1997, os IFrames permitem essencialmente incrustar numa página material "ativo" proveniente de outro lugar.
Quando é abusivo, o IFrame pode descarregar em segredo outra página que não é vista, já que podem ser tão pequenos quanto apenas um pixel, e que redirige a navegação a uma página que contém um exploit, uma espécie de software que se aproveita da vulnerabilidade de segurança do dispositivo.
Se o seu navegador e seu sistema estiverem vulneráveis a esse exploit, então o malware (código malicioso) pode ser descarregado em seu equipamento. E você não concordou com nada disso, não é mesmo?
Uma variante desse primeiro grande mito é que as páginas da web não podem ser descarregadas em seu computador sem que você aperte no botão "OK".
É possível que para isso seja necessário dar um clic em algum site, mas esse clic poderia ter uma intenção diferente da que você pensa.
Um truque habitual pode vir de um site comprometido no qual aparece um quadro – em geral uma propaganda – que você deve fechar se não se interessar. O ato de fechar o anúncio pode ser o clic que inicia um download.
As coisas não são sempre o que parecem na internet.

Mito 2 – Só os sites de má reputação contêm malware

Apesar de ser certo que alguns sites mais duvidosos são afetados dessa maneira com mais frequência, muitos sites conhecidos também estão comprometidos.

Maioria das pessoas não se considera um potencial alvo de ataque de hackers (Foto: BBC) 


Maioria das pessoas não se considera um potencial alvo de ataque de hackers (Foto: BBC)

Um clássico exemplo é quando um site permite que comentários sejam publicados e os formulários no site não foram protegidos da maneira correta. Alguém pode escrever um comentário com código e esse código pode conter um IFrame.
Com páginas que muitas vezes são um amalgamado de conteúdo retirado de várias fontes, é muito difícil para os administradores das páginas fecharem todas as lacunas.
O jornal americano "The New York Times" descobriu isso em 2009, quando foi enganado ao publicar um anúncio que estimulava os leitores a descarregar um software falso de antivírus.
Na internet, deve-se confiar não somente no provedor da página, mas em toda a cadeia de suprimento de conteúdo.

Mito 3 – Sou muito insignificante para ser hackeado

A maioria de nós acredita que somos muito insignificantes para sermos atacados por hackers, que estão interessados somente nos peixes gordos.
Claro que alguns hackers investem uma grande quantidade de tempo tentando entrar em algum alvo que tenha um alto valor. Entretanto, a maioria dos delinquentes se deu conta há tempos que é mais rentável apontar a vários alvos de pequeno valor, como eu ou você.
Com a automatização e o alcance global da internet, só é necessário que uma pequena fração dos alvos dê certo para conseguir uma bela recompensa.
Pesquisas demonstraram que a razão pela qual os criminosos persistem com estratégias conhecidas há tempos, como os golpes com e-mails nigerianos, é que, por incrível que pareça, eles ainda funcionam.
Os criminosos investem relativamente pouco tempo e dinheiro, e a quantidade de gente que responde ainda é suficientemente alta para fazer valer a pena.

Mito 4 – Meu computador não tem nada de valor

Lamento decepcionar você, mas qualquer computador é um tesouro para os delinquentes. O que ocorre com algo tão simples quanto sua agenda de contatos?

Todos os equipamentos conectados à internet estão vulneráveis, em maior ou menos grau (Foto: Reuters) 

Todos os equipamentos conectados à internet estão vulneráveis, em maior ou
menos grau (Foto: Reuters)


Os criminosos adoram as listas de contatos, já que obtêm endereços de e-mail válidos e a possibilidade de fingir ser... você!
E, logicamnte, quem não entra no site de seu banco, de uma loja, numa página do governo ou algo semelhante em seu computador?
Ao fazer isso, você deixa sua identidade digital no computador. E não há nada que os criminosos amem mais que uma identidade online válida.
Quantas pessoas apagam a memória, os cookies e os arquivos temporários quando fecham o navegador?
Na verdade, por conveniência muitos mantêm suas identidades digitais em seus navegadores para que não tenham que iniciar uma sessão a cada vez que querem usar um serviço online.

Mito 5 – Meu sistema operacional não é vulnerável

O último mito é o que conduz à mais pronunciada falsa sensação de segurança: que a marca do meu computador ou que meu sistema operacional não são vulneráveis aos problemas de segurança.
Para algumas pessoas, ter a proteção de um firewall – desenvolvido para bloquear o acesso não autorizado ao computador – lhes dá segurança. Mas elas não poderiam estar mais equivocadas.
Você pode pensar que está utilizando uma marca de computadores menos popular e que ainda precisa atrair a atenção dos criminosos, e que o firewall pode manter à distância alguns intrusos. Mas todo os equipamentos, se estão conectados à internet, estão vulneráveis.
Alan Woodward é professor-visitante do departamento de informática da Universidade de Surrey. Ele trabalhou para o governo da Grã-Bretanha e atualmente assessora várias empresas da Bolsa de Valores de Londres sobre temas como segurança cibernética, comunicações secretas e informática forense.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/04/conheca-cinco-mitos-sobre-seguranca-na-internet.html
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

AS REDES SOCIAIS E AS AMEAÇAS CIBERNÉTICAS



O Brasil é hoje o país com o segundo maior número de usuários em duas das principais redes sociais no mundo: o Facebook, que concentra 67 milhões de brasileiros, e o Twitter, com 40 milhões. O que não tem crescido na mesma proporção é a consciência dos internautas em relação aos riscos a que estão expostos nesses ambientes.
Janeiro foi marcado por alguns casos que servem de alerta para os usuários de redes sociais. Na última semana do mês, o Twitter confirmou que hackers tiveram acesso a informações de cerca de 250 mil usuários do microblog. As pessoas afetadas foram alertadas por e-mail para definir uma nova senha, e suas combinações antigas – de senha e login – foram desativadas. No ano passado, já havia ocorrido um episódio parecido, em que o Twitter criou o restabelecimento massivo de senhas devido a uma possível brecha de segurança.
No Facebook, também em janeiro, foi descoberta uma vulnerabilidade que permitia redefinir a senha de um usuário sem saber a senha original. O invasor acessava um site e era redirecionado para uma página para definir a nova combinação, sem ter de validar o processo com a senha atual, como regularmente acontece. A companhia já solucionou o problema, mas o caso demonstrou os riscos a que as pessoas estão expostas.
Ainda no primeiro mês do ano, foi divulgada uma mensagem com um vídeo falso de Justin Bieber e Selena Gomez no Facebook, uma campanha de Clickjacking que redirecionava o usuário para um site malicioso que hospeda o vídeo.
Exemplos como esse servem para mostrar que as redes sociais funcionam como portas abertas para a disseminação de códigos maliciosos, roubo de informações, golpes de phishing e o assédio a menores de idade. Assim, é recomendável contar com uma solução de segurança proativa que faça varreduras nos perfis das redes, para reforçar a segurança, e é essencial adotar comportamentos seguros nas redes sociais, como estabelecer senhas fortes e trocá-las periodicamente, evitar divulgar informações sensíveis, só baixar aplicativos seguros, entre outros.
Esses acontecimentos também reforçam a mensagem de que, embora o uso das redes estimule a publicação em seus perfis de fotos, dados e fatos pessoais e até revelar o local onde estão no momento, os usuários devem avaliar com bastante cautela aquilo que realmente desejam expor na internet, independentemente de ativar as configurações de privacidade. Uma vez publicadas na internet, perdemos o controle das informações.

Fonte: http://itweb.com.br/blogs/redes-sociais-porta-aberta-para-ameacas-ciberneticas/
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9 DICAS DE SEGURANÇA NAS REDES SOCIAIS

 A autenticação em dois passos está chagando ao Twitter, mas não deve acontecer da noite para o dia. E não vai acabar com a angústia da segurança online depois de implementada.


Ataques de phishing – como o que provavelmente estava por trás do recente embuste envolvendo a conta da Associated Press no Twitter – irão persistir, porque funcionam. Esquemas de engenharia social serão mais criativos em seus esforços para aplicar golpes que coletam informações bancárias, credenciais de redes e outros dados sigilosos. E sites sociais – todos aqueles cuja premissa é conectar e compartilhar- serão, sempre, o melhor grupo para tais atividades, mesmo com defesas mais rígidas, como autenticação em dois passos. Ainda somos humanos, afinal, e, portanto, suscetíveis a erros.
“Sites de redes sociais podem implementar altos níveis de segurança”, disse o evangelista sênior de segurança da AVG, Tony Anscombe. “O problema é que, no outro extremo, temos os usuários”.
Porém, você não precisa apagar sua conta, desligar seu roteador, jogar seu celular no mar e sumir do mapa. Manter suas informações seguras não exige ações tão drásticas – mas exige ações. Considere os seguintes passos para proteger suas contas de mídias sociais.

1. Acertou: Senhas mais fortes.

Já foi dito inúmeras vezes, e ainda assim, as pessoas continuam usando coisas como data de aniversário ou “1234” como senha. Pior do que isso, eles usam a mesma senha em diversas contas diferentes. Isso não é nada bom. “É a primeira e mais importante coisa que se deve fazer”, disse Anscombe. As senhas não precisam ser aleatórias ou impossíveis de lembrar, mas elas devem ser difíceis de decifrar. “Opte por algo difícil de ser descoberto por engenharia social”, disse Anscombe.

2. Reavalie aplicativos, Add-Nos e outras configurações.

Anscombe contou que ele verificou sua própria conta no Twitter antes de nossa conversa e se lembrou de quantos outros aplicativos têm acesso a sua conta. Ainda assim, muita gente se esquece de quem mais tem acesso às contas, não apenas no Twitter, mas em qualquer outro site social. Tire um temo para reavaliar seus aplicativos e outros add-nos e revogue o acesso de qualquer um que não use mais ou que não se lembra de ter instalado.
“Todos nós baixamos coisas na tentativa de facilitarmos nossa vida, e acabamos não usando essas coisas ou usando outras”, disse Anscombe. “O que não fazemos é voltar lá e revogar os privilégios de acesso depois”.
Entre outros possíveis problemas: Mesmo quando o Twitter e outras empresas implementam autenticação em dois passos, não significa que outros sites e aplicativos que tenham acesso a seus dados também irão. Para revisar os aplicativos instalados no Twitter, visite a página Configurações e depois Aplicativos. O site facilita a revogação do acesso.

3. Tenha mais cuidado com dispositivos móveis.

“Garanta que seu telefone celular esteja seguro”, aconselha Anscombe, acrescentando que, enquanto a maioria dos usuários de PC tem algum tipo de proteção ou anti-malware em vigor, muitas pessoas não têm a mesma precaução com seus dispositivos móveis. No mínimo, use um aplicativo de segurança gratuito. (a AVG e muitos de seus concorrentes oferecem versões para Android e outras plataformas.).
Porém, não deixe que um aplicativo de segurança te dê a falsa impressão de ter eliminado todo e qualquer risco. Anscombe observou, por exemplo, que os navegadores móveis podem deixar os usuários mais suscetíveis a sites de phishing e esquemas similares. Um dos motivos é o fato de que as pequenas telas dos celulares dificultam – ou impossibilitam – a detecção de irregularidades na barra de endereço do navegador. “O navegador web faz isso para que o usuário tenha visão máxima do conteúdo na tela em vez da barra de endereço, mas ele acaba sem a mesma proteção visual”, disse Anscombe. “Eles estão tentando facilitar nossa vida, mas, com isso, também perdem um pouco da segurança”.

4. Sites atualizam configurações de privacidade – você deve fazer o mesmo.

Revise, regulamente suas configurações de privacidade e outras configurações em sites sociais para garantir que estejam de acordo com suas atuais expectativas e necessidades. Os sites revisam, frequentemente, tais configurações; os usuários também devem revisar. Do contrário, você acabar tendo suas informações usadas de formas não confortáveis para você, disse Anscombe.

5. Atenção aos sites de “verificação de senha”.

Alguns esquemas pegam carona em outros esquemas. Um muito comum após brechas notórias: sites de verificação de senha. Paul Ducklin, do Sophos, observou, em um recente post em seu blog que, enquanto alguns desses sites são legítimos, outros geralmente são golpes criados para capturar suas credenciais depois de outros hacks. “Parece phishing, não parece?”, escreveu Ducklin. “E o motivo pelo qual parece phishing é por ser phishing!”. Lide com tais sites com extremo ceticismo.
Se você for responsável pela conta da empresa no Twitter e outros sites de mídias sociais, é importante considerar controles mais rígidos dessas contas. Anscombe alerta para o fato de que até mesmo as empresas com políticas de segurança de dados altamente restritivas, comunicadores externos, gestão de conteúdo e áreas semelhantes geralmente não lidam com as contas sociais com o mesmo grau de seriedade, se expondo a riscos desnecessários como resultado.
Nate Ulery, que lidera infraestrutura de TI e prática de operações na West Monroe Partners, concorda. A autenticação em dois passos do Twitter e outros sites definitivamente ajuda, mas não espere que hackers e criminosos simplesmente se intimidem e sumam.
“Por mais que a autenticação em dois passos ajude a minimizar os riscos de hackeamento nas redes sociais, as empresas ainda precisam se manter vigilantes no reforço de suas políticas de segurança”, disse Ulery, em entrevista por e-mail.
“Por exemplo, a autenticação padrão em dois passos do Facebook é apenas exigida quando o login ocorre em um novo computador ou dispositivo móvel. Já que dispositivos reconhecidos ainda podem acessar a conta sem necessidade de segurança adicional, um software malicioso instalado em um PC ou dispositivo móvel ainda poderia expor aquela conta social”.
Ulery ofereceu os seguintes conselhos para manter as rédeas curtas em contas corporativas do Twitter e outros sites sociais:

6. Separe contas pessoais de profissionais.

“Insista que as contas em mídias sociais sejam completamente separadas de contas pessoais, assim, hackeamento social ou contas pessoais comprometidas não colocam as contas corporativas em risco”, disse Ulery. Levantar essa parede pode ajudar a reduzir o risco de erros sociais, também, como erros embaraçosos, como quando um funcionário publica, acidentalmente, uma mensagem pessoal em uma conta corporativa.

7. Limite hardware e acesso à conta.

“Exija que os usuários coorporativos do Twitter acessem a conta apenas de estações de trabalho gerenciadas internamente”, aconselha Ulery. A mesma regra pode ser aplicada para todas as contas sociais corporativas. Se você realmente quer reduzir seus fatores de risco, Ulery recomenda mais uma ação – uma que pode ser mais difícil de ser obedecida pelos usuários de mídias sociais: não permita integração com dispositivos móveis.
Em termos de acesso, Anscombe, da AVG, enfatiza a importância de as empresas tratarem as credenciais das contas em sites sociais como dados sigilosos. Ceda acesso apenas a um grupo seleto de funcionários, que realmente precisa disso para o trabalho; quanto mais gente tiver a senha, maiores as chances de brechas. “Todos, de alguma forma, são possíveis repetidores”, disse Anscombe.

8. Dê mais controle à TI.

Aqui está uma dica que os profissionais de TI devem gostar: dê menos controle aos usuários finais. Em especial, Ulery aconselha dificultar que funcionários possam reconfigurar senhas em contas sociais corporativas, em parte como uma precaução extra contra roubo de conta. “Considere usar um endereço de e-mail para recuperação de senha que a equipe de mídias sociais não tenha acesso sem o envolvimento da TI”, disse Ulery.

9. Tenha política de segurança específica para mídias sociais.

Não espere que todos reconheçam os riscos associados às mídias sociais. Inclua regras claras para mídias sociais nas políticas de segurança relacionadas. Se você tiver um grupo de usuário de alta-prioridade para atualizações de anti-malware e outros protocolos de segurança, inclua a equipe de mídias sociais corporativas.
Da mesma forma, aplique as mesmas regras de senhas usadas em outros pontos da empresa para as contas sociais. E, não importa quais tipos de segurança os sites em si ofereçam, lembre-se que você não é à prova de balas.
“O uso da autenticação em dois passos não libera os gerentes de segurança corporativa de suas responsabilidades de treinar usuários sobre os potenciais riscos de segurança das mídias sociais, especialmente relacionados ao risco da reputação da marca corporativa”, disse Ulery.

Fonte: http://itweb.com.br/107158/problemas-no-twitter-9-dicas-de-seguranca-para-midias-sociais/
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

PESQUISA SOBRE SEGURANÇA NA INTERNET



O site Mashable acaba de divulgar um infográfico sobre segurança na web que apresenta dados impressionantes. Segundo as estimativas, 65% dos usuários de internet já foram vítimas de crimes na rede. Mesmo assim, muita gente ainda não leva a sério esse tipo de ameaça. Por isso, leia os itens abaixo e descubra por que você deveria prestar atenção nesse assunto:
1. Em uma pesquisa, 90% das empresas americanas entrevistadas disseram que seus computadores foram invadidos no último ano. Para piorar, 59% admitiram que as invasões ocorreram mais de uma vez. E 53% afirmaram que tem pouca ou nenhuma confiança de que as invasões parem nos próximos 12 meses.
2. Ações de fraude digital, roubo de propriedade intelectual e danos a redes corporativas geraram custos de mais de 1 trilhão de dólares para empresas em 2008.
3. 65% dos usuários de internet no mundo todo já foram vítimas de cibercrimes, seja por ação de vírus ou roubo de identidade e cartão de crédito online.
4. O Brasil é o segundo país com mais vítimas de cibercrimes no mundo todo (76% de seus usuários), empatado com a Índia. O primeiro lugar fica com a China, que tem 83% de seus usuários entre vítimas de crimes digitais. A medalha de bronze é dos Estados Unidos: 73% dos americanos já foram vítimas.
5. Uma senha de 6 dígitos que tem apenas letras em caixa baixa demora 10 minutos para ser descoberta por um hacker. Se a senha tiver 7 dígitos e misturas letras em caixa alta e baixa, o tempo sobre para 3 anos. Agora, se você quiser realmente proteger suas informações, veja isso: uma senha com 8 dígitos que tem letras em caixa alta e baixa, além de números e símbolos, demora 463 anos para ser descoberta.
6. 75% dos usuários de internet usam a mesma senha para todas as suas contas. E as mais comuns são “123456″, “abc123″ e “password” (“senha”).
E aí, o que você achou das informações?

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/6-informacoes-que-voce-precisa-conhecer-sobre-seguranca-na-web/
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DICAS DE SEGURANÇA



Quando você sai de casa, certamente toma cuidados básicos para se proteger de assaltos e outros perigos existentes nas ruas. Na internet, é igualmente importante colocar em prática alguns procedimentos de segurança, pois fraudes, espionagem e roubo de arquivos ou senhas são apenas alguns dos problemas que as pessoas podem enfrentar neste meio. É para ajudá-lo a lidar com isso que o InfoWester apresenta a seguir quatorze dicas simples, mas importantes para você manter a sua segurança na internet e em seu computador.

1 - Saia clicando em "Logout", "Sair" ou equivalente


Ao acessar seu e-mail, sua conta em um site de comércio eletrônico, seu perfil no Facebook, seu internet banking ou qualquer outro serviço que exige nome de usuário e senha, clique no botão/link de nome Logout, Logoff, Sair, Desconectar ou equivalente para sair do site. Pode parecer óbvio, mas muita gente realiza este procedimento simplesmente fechando a janela do navegador ou entrando em outro endereço a partir dali.



Use sempre o botão/link sair ou equivalente


Agir assim não é recomendado porque o site não recebeu a instrução de encerrar seu acesso naquele momento, de forma que outra pessoa poderá reabrir a página em questão logo em seguida e acessar as suas informações. Esta dica é válida principalmente em computadores públicos - da faculdade ou de uma lan house, por exemplo.


2 - Crie senhas difíceis de serem descobertas e as mude periodicamente

Não utilize senhas fáceis de serem descobertas, como nome de parentes, data de aniversário, placa do carro, etc. Dê preferência a sequências que misturam letras, números e até mesmo símbolos especiais. Além disso, não use como senha uma combinação que tenha menos que 6 caracteres. Também é importante não guardar suas senhas em arquivos do Word ou de qualquer outro programa. Se necessitar anotar uma senha em papel (em casos extremos), destrua-o assim que decorar a sequência. Além disso, evite usar a mesma senha para vários serviços.

Além de criar senhas difíceis de serem descobertas, é essencial mudá-las periodicamente, a cada três meses, pelo menos. Isso porque, se alguém conseguir descobrir a senha do seu e-mail, por exemplo, poderá acessar as suas mensagens sem que você saiba, apenas para espioná-lo. Ao alterar sua senha, o tal espião não vai mais conseguir acessar as suas informações.


3 - Use navegadores atuais


Usar navegadores de internet atuais garante não só que você consiga utilizar tecnologias novas para a internet, como o HTML5, mas também conte com recursos de segurança capazes de combater perigos mais recentes, como sites falsos que se passam por páginas de banco, por exemplo. Além disso, navegadores atualizados geralmente contam com correções contra falhas de segurança exploradas em versões anteriores. Por isso, sempre utilize a última versão disponível do seu navegador.

Felizmente, os principais navegadores da atualidade contam com atualizações automáticas ou com alertas que avisam da disponibilização de uma nova versão. Mas, se você não tiver certeza de estar utilizando a versão mais recente, pode procurar nos menus do navegador uma opção de nome "Sobre" (ou equivalente) que normalmente fornece este tipo de informação.

Navegador atualizado


4 - Atualize seu antivírus e seu sistema operacional


Você certamente sabe que é importante instalar softwares de segurança em seu computador, como um antivírus. Mas, além de instalá-lo, é necessário também se certificar de que o programa é atualizado constantemente, do contrário, o antivírus não "saberá" da existência de malwares novos. Praticamente todos os antivírus atuais têm atualizações automáticas definidas por padrão, mas é sempre bom verificar.

Também é importantíssimo instalar as atualizações do seu sistema operacional, inclusive em seus dispositivos móveis (tablets e smartphones). Para que você não tenha que se preocupar com isso constantemente, verifique se o seu sistema operacional possui a funcionalidade de atualização automática ativada (a maioria tem este recurso, como as versões mais recentes do Windows ou do Ubuntu Linux).

5 - Cuidado com downloads


Se você usa programas de compartilhamento ou costuma obter arquivos de sites especializados em downloads, fique atento ao que baixar. Ao término do download, verifique se o arquivo possui alguma característica estranha, por exemplo, mais de uma extensão (como cazuza.mp3.exe), tamanho muito pequeno para o tipo do arquivo ou informações de descrição suspeitas, pois muitas pragas digitais se passam por músicas, vídeos, fotos, aplicativos e outros para enganar o usuário. Além disso, sempre examine o arquivo baixado com um antivírus.

Também tome cuidado com sites que pedem para você instalar programas para continuar a navegar ou para usufruir de algum serviço. Ainda, desconfie de ofertas de softwares "milagrosos", capazes de dobrar a velocidade de seu computador ou de melhorar a sua performance, por exemplo.

Ao obter softwares que, a princípio, são legítimos, você também deve tomar cuidado com a sua instalação: durante este processo, o programa pode deixar de maneira pré-marcada a ativação conjunta de outros programas, como barras para navegadores ou supostos aplicativos de segurança. Assim, acompanhe todas as etapas de instalação e rejeite qualquer oferta do tipo.

Programas ativados durante 
 a instalação de um software
Programas ativados durante a instalação de um software

6 - Evite o uso de softwares piratas


Jogos, aplicativos de escritório, sistemas operacionais e editores de imagens estão entre os softwares mais pirateados. Seu uso pode parecer vantajoso por causa do baixo custo, mas entre outros problemas, programas nesta condição representam perigo porque podem ser distribuídos com malwares e, muitas vezes, não contam com as atualizações de segurança que o desenvolvedor disponibiliza para as cópias originais.


7 - Cuidado com links em serviços de mensagens instantâneas e redes sociais


Alguns malwares podem, mesmo que temporariamente, aproveitar que o usuário está utilizando serviços de mensagens instantâneas como Windows Live Messenger (antigo MSN Messenger), AOL Instant Messenger (AIM) e Yahoo! Messenger para emitir mensagens automáticas com links para vírus ou sites maliciosos durante uma conversa com um contato. Em situações como esta, é natural que a parte que recebeu a mensagem pense que a outra pessoa é que a enviou e clica no link com a maior boa vontade.

Assim, se receber um link que não estava esperando durante uma conversa, pergunte ao contato se, de fato, ele o enviou. Se a pessoa negar, não clique no link e avise-o de que seu computador pode estar com um malware.

Tenha atenção também em redes sociais, como Facebook e Twitter, pois um contato pode, por exemplo, recomendar um link sem perceber que o seu conteúdo é perigoso ou um aplicativo duvidoso pode fazer uma postagem sem que a pessoa tenha percebido.

8 - Cuidado com e-mails falsos


Recebeu um e-mail dizendo que você tem uma dívida com uma empresa de telefonia ou afirmando que um de seus documentos está ilegal? Ou, ainda, a mensagem te oferece prêmios ou fotos que comprovam uma traição? Te intima para uma audiência judicial? Contém uma suposta notícia importante sobre uma personalidade famosa? Pede para você atualizar seus dados bancários? É muito provável que se trate de um scam, ou seja, de um e-mail falso, portanto, ignore.

E-mail falso em nome
 de banco
E-mail falso em nome de banco


Se a mensagem tiver textos com erros ortográficos e gramaticais, fizer ofertas tentadoras ou informar um link diferente do indicado (para verificar o link verdadeiro, basta passar o cursor do mouse por cima dele, mas sem clicar), desconfie imediatamente. Na dúvida, entre em contato com a empresa ou entidade cujo nome foi envolvido no e-mail.

9 - Evite acessar sites duvidosos


Muitos sites contêm em suas páginas scripts capazes de explorar falhas do navegador de internet. Outros não possuem script algum, mas tentam convencer o usuário a clicar em um link perigoso, a fazer cadastro em um serviço suspeito e assim por diante. É relativamente fácil identificar estes sites:

  • Sua temática é muito apelativa, explorando conteúdo erótico, hacker ou de jogos de aposta, por exemplo;
  • O site abre automaticamente várias páginas ou janelas com banners;
  • Seu endereço (URL), não raramente, é complexo ou diferente do nome do site;
  • O site exibe anúncios que oferecem prêmios, vantagens ou produtos gratuitos;
  • Exigem download de um programa ou cadastro para finalizar determina ação.

Ao se deparar com sites com estas ou com outras características que você considere suspeitas, não continue a navegação.

10 - Cuidado com anexos de e-mail


Esta é uma das instruções mais antigas, mesmo assim, o e-mail ainda é uma das principais formas de disseminação de malwares. Tome cuidado ao receber mensagens que te pedem para abrir o arquivo anexado (alegando se tratar de uma foto comprometedora, por exemplo), mesmo se o e-mail tiver vindo de alguém que você conhece. Para aumentar sua segurança, você pode checar o arquivo com um antivírus, mesmo quando estiver esperando recebê-lo.

11 - Cuidado ao fazer compras na internet ou usar sites de bancos


Fazer compras pela internet é sinônimo de comodidade, mas somente o faça em sites de comércio com boa reputação. Caso esteja interessado em um produto vendido em um site desconhecido, faça uma pesquisa na internet para descobrir se existe reclamações contra a empresa. Um bom serviço para isso é o site Reclame Aqui. 

Ao acessar sua conta bancária pela internet, também tenha cuidado. Evite fazê-lo em computadores públicos, verifique sempre se o endereço do site pertence mesmo ao serviço bancário e siga todas as normas de segurança recomendadas pelo banco. 

12 - Não responda a ameaças, provocações ou intimidações


Se você receber ameaças, provocações, intimidações ou qualquer coisa parecida pela internet, evite responder. Além de evitar mais aborrecimentos, esta prática impede que o autor obtenha informações importantes que você pode acabar revelando por causa do calor do momento. Se perceber que a ameaça é séria ou se você se sentir ofendido, mantenha uma cópia de tudo e procure orientação das autoridades legais.

13 - Não revele informações importantes sobre você


Em redes sociais (Facebook, Twitter, etc) ou em qualquer serviço onde um desconhecido pode acessar suas informações, evite dar detalhes da escola ou da faculdade que você estuda, do lugar onde você trabalha e principalmente de onde você mora. Evite também disponibilizar dados ou fotos que forneçam qualquer detalhe relevante sobre você, por exemplo, imagens em que aparecem a fachada da sua casa ou a placa do seu carro.

Nunca divulgue seu número de telefone abertamente por estes meios, tampouco informe o local em que você estará nas próximas horas ou um lugar que você frequenta regularmente. Caso esses dados sejam direcionados aos seus amigos, avise-os de maneira particular, pois toda e qualquer informação relevante sobre você pode ser usada indevidamente por pessoas mal-intencionadas, inclusive para te localizar.


14 - Cuidado ao fazer cadastros


Muitos sites exigem que você faça cadastro para usufruir de seus serviços, mas isso pode ser uma "cilada". Ora, se um site pede o número do seu cartão de crédito sem que você tenha intenção de comprar alguma, as chances de se tratar de uma "roubada" são grandes. Além disso, suas informações podem ser entregues a empresas que vendem assinaturas de revistas ou produtos por telefone, por exemplo. Ainda, seu e-mail pode ser inserido em listas de SPAM.

Por isso, antes de se cadastrar em sites, faça uma pesquisa na internet para verificar se aquele endereço tem registro de alguma atividade ilegal. Avalie também se você tem mesmo necessidade de usar os serviços oferecidos ali.

Finalizando


Se proteger no "mundo virtual" pode até ser um pouco trabalhoso, mas é importante ter esta postura para evitar ou ao menos minimizar transtornos. A maioria dos golpes e das "ciladas" on-line pode ser evitada se você se mantiver atento e disposto a colocar os devidos cuidados em seu cotidiano.

Também é importante ficar atento a quem está próximo de você, por isso, não só pratique os cuidados de segurança na internet, como também oriente parentes e amigos.



Escrito por - Publicado em 06_02_2006 - Atualizado em 08_10_2012
Fonte: http://www.infowester.com/dicaseguranca.php
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